Remando contra a maré, Apple registra lucro histórico

Liderado pela venda de Mac e serviços, a fabricante fechou o ano fiscal com a maior receita já registrada em setembro: US$ 64,7 bilhões

Publicado em: , por Bia Lemos

Você não é todo mundo e a Apple não é qualquer empresa. Em um momento delicado para a economia global, a gigante de tecnologia registrou, em setembro, a maior receita do trimestre no período: US$ 64,7 bilhões, e lucro líquido de US$ 0,73 por ação. As vendas internacionais representam quase 60% do resultado obtido no trimestre.

Mas como explicar tamanha lucratividade em um cenário tão caótico? Para o CEO da Apple, Tim Cook, a receita do sucesso é o investimento em produtos mais assertivos.

 “Apesar do contínuo impacto causado pela COVID-19, a Apple está passando pelo período de lançamento mais produtivo de todos os tempos, e a resposta inicial a todos os nossos produtos novos, liderados pela primeira família do iPhone com 5G foi extremamente positiva”, explica.

Os porquês da Apple

Além da boa aceitação do público, há ainda um fator social que ajuda a entender os bons momentos vividos pela Apple. O home office e o ensino a distância aumentaram a procura por eletrônicos, segundo pesquisa realizada pela Opinion Box e Social Miner. 

Todos esses meses em casa exigiram ajustes na rotina, inclusive na de exercícios físicos. Alguns hábitos foram repensados e adaptados para priorizar o bem-estar. É dentro dessa perspectiva que o Apple Watch e outros relógios inteligentes, que monitoram batimentos cardíacos, por exemplo, ganharam o público, de acordo com um estudo feito pela IDC, empresa especializada em inteligência de mercado. No mundo, esse segmento cresceu 14,1% no segundo semestre. No Brasil, no entanto, o aumento foi de 21%.

E se você acha que esses lucros são resultados da economia feita pela fabricante ao retirar o carregador e fones de ouvido do iPhone 12 (os itens são vendidos separadamente), está redondamente enganado! Os dados da venda do aparelho nem foram incluídos no balanço, que contabiliza os resultados obtidos entre julho e setembro — o novo iPhone foi lançado em outubro.

O CEO da maçã também pontuou que o ano fiscal foi marcado por um “recorde histórico em vendas de Mac e serviços”. É, se a fabricante obteve bons frutos até durante a maior crise sanitária dos últimos tempos, podemos esperar uma performance ainda mais significativos no próximo ano. O Apple One, serviço de streaming recém-lançado, deve ajudar a empresa a repetir os resultados registrados em 2020.  

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