watchOS: recurso de eletrocardiograma chega ao Brasil

Com atualização, Apple liberou a função ECG, que mede o ritmo cardíaco em 30 segundos. Se identificar batimentos irregulares, o relógio alerta usuários.

Publicado em: , por Thaís Augusto

WatchOS libera recurso de eletrocardiograma para Apple Watch

Usuários agora podem monitorar ritmo cardíaco e identificar doenças com relógio inteligente

RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Apple libera o recurso de eletrocardiograma para usuários brasileiros
  • Com a nova função, é possível medir o ritmo cardíaco e identificar batimentos irregulares, que podem indicar doenças
  • Recurso está disponível para modelos do Apple Watch Series 4 e dispositivos posteriores

Uma atualização do watchOS 6.2.8 agora permite que usuários brasileiros usem o recurso de eletrocardiograma (ECG) do Apple Watch. Com a função, o relógio inteligente registra o ritmo cardíaco do usuário e identifica batimentos irregulares, que podem indicar doenças.

De acordo com a Apple, o app de eletrocardiograma e o recurso de notificação de ritmo cardíaco irregular ajudam usuários a identificar indícios de fibrilação atrial. Sem tratamento, a doença pode causar derrame, a segunda causa mais comum de morte em todo o mundo.

Antes de chegar ao Brasil, o recurso precisou ser aprovado pela Anvisa, órgão de vigilância sanitária. “Com o lançamento do eletrocardiograma e da notificação, o Apple Watch dá o próximo passo para capacitar pessoas a ter acesso a mais informações sobre a própria saúde”, comentou o chefe de operações da Apple, Jeff Williams.

O ECG Apple Watch está disponível para modelos do Series 4 e posteriores. Já dispositivos a partir do Series 1 têm suporte para notificações de ritmo cardíaco irregular.

Como funciona?

Com a atualização, a Apple diz que eletrodos integrados ao botão Digital Crown e à parte traseira do relógio trabalham “em parceria” com o aplicativo ECG Apple Watch para gerar um eletrocardiograma.

A qualquer momento, usuários podem realizar o teste. Basta abrir o app e posicionar o dedo indicador na Digital Crown. Assim, o relógio consegue identificar e medir os impulsos elétricos do coração. Depois de 30 segundos, o ritmo cardíaco é classificado como fibrilação atrial, ritmo sinusal, frequência cardíaca alta, baixa ou inconclusivo.

A Apple garante que todas as informações do ECG são armazenadas em segurança dentro app Saúde do iPhone. Se quiser, usuários podem exportar os resultados em PDF para compartilhar com médicos.

Atualização do Apple Watch registra ritmo cardíaco e explica “diagnóstico” ao usuário.
Atualização do Apple Watch registra ritmo cardíaco e explica “diagnóstico” ao usuário. Foto: Apple

Já o sensor cardíaco óptico do Apple Watch é o responsável por medir os batimentos cardíacos em segundo plano para notificar o usuário. Se detectar um ritmo irregular em cinco medições durante um período menor de 65 minutos, uma mensagem de alerta aparece na tela do relógio.

Segundo a Apple, a capacidade do app ECG foi validada em um ensaio clínico com aproximadamente 600 participantes. Os dados demonstram que a fibrilação atrial foi identificada com precisão em 98,3% dos casos, além de uma especificidade de 99,6% na classificação de ritmo cardíaco.

Salva-vidas

Desde que liberou o ECG nos Estados Unidos, há cerca de dois anos, o Apple Watch vem salvando vidas com o eletrocardiograma e recursos como a notificação de ritmo irregular e detecção de queda. Neste ano, o publicitário brasileiro Jorge Freire descobriu uma taquicardia depois do alerta do relógio.

Com o aviso antecipado, ele conseguiu procurar ajuda médica no momento ideal. Em relato nas redes sociais, Jorge conta que os batimentos cardíacos permaneceram acima de 140 por mais de dez minutos. “Posso dizer que o Apple Watch 5 me salvou. Não estava sentindo nada e poderia ter ficado com essa taquicardia por horas. E o resultado disso, bem, você já sabe…”, escreveu.

Relato de usuário brasileiro salvo por ECG Apple Watch viralizou nas redes sociais.
Relato de usuário brasileiro salvo por ECG Apple Watch viralizou nas redes sociais. Foto: Reprodução

Fora do Brasil, outros relatos mostram como o relógio ajuda usuários com alertas antecipados: nos Estados Unidos, um idoso descobriu uma doença cardíaca depois de ler o relatório do ECG Apple Watch — com a informação, ele conseguiu iniciar rapidamente o seu tratamento, que incluía uma cirurgia.

Além de doenças cardíacas, o relógio também consegue identificar quedas. Assim, ao perceber que o usuário caiu e permanece imóvel, o Apple Watch liga automaticamente para o serviço de emergência e repassa dados de saúde e localização da vítima. No Brasil, o compartilhamento de informações ainda não foi liberado pelo relógio inteligente.

“O Apple Watch ajuda muitas pessoas no mundo inteiro. Estamos emocionados por ele ter se tornado uma parte tão importante da vida dos nossos consumidores”, afirmou Williams, da Apple.

Faz um tempo que a Apple vem se esforçando para criar mais recursos voltados a saúde. Na próxima atualização do watchOS, por exemplo, a marca vai disponibilizar um app que permite o acompanhamento da rotina de sono e sensores de movimento poderão identificar quando o usuário está lavando as mãos para iniciar um timer automático de 20 segundos, tempo indicado pelos órgãos de saúde.

Quer ver outra coisa super legal sobre o Apple Watch? Confira esse vídeo de um Apple Watch expelindo água em slow motion!

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